sábado, 4 de abril de 2015

Entrevista com Satoshi Kishimoto, um tokufã que mora no Japão!


Já dizia Nietzsche: “Nada é tão nosso, quanto os nossos sonhos.” E eu reforço dizendo ainda: É PRECISO SONHAR! Sem sonhos, nada somos! Nada como refletir um pouco sobre alguns aspectos de nossas vivências. Eis que mais um fim de semana chegou, é hora da entrevista do Blog Tatisatsu. O nosso entrevistado de hoje mora no Japão, gosta tanto de animes quanto de tokusatsu e mangás, não é muito bom em decorar nomes (seja na vida real ou nas séries), prefere não revelar as coisas que o desagradam porque teria que fazer uma lista enorme, atualmente, estuda animação e escreve (sem muita frequência) sobre alguns passeios ou eventos que participa para seu blog @niventure.

 
>Henshin< Drive Type Fruits / Drive Arms
Para quem participa do Grupo Tatisatsu, no Facebook, já deve conhecer um pouco sobre o nosso entrevistado de hoje, refiro-me ao Satoshi Kishimoto. Conheci o Satoshi em um outro grupo do Face, idealizado pelo amigo Beagá, no qual curtia bastante as postagens que ele fazia. Quando criei o Grupo Tatisatsu o convidei para interagir por lá também e, um tempinho depois que o grupo já estava bem movimentado e houve algumas trocas de ADMs/Moderadores o convidei também para assumir essa função e ele aceitou de bom grado, tenho que reconhecer que no período que precisei me ausentar foi graças a ele e ao Diego (Hikaruon) que o grupo se manteve vivo. Logo, só tenho que agradecê-lo! Conheça, agora, um pouquinho mais sobre esse jovem de temperamento tranquilo, objetivo, direto e bem prático, que simplesmente tem um verdadeiro apreço pelo idol group das Kamen Rider Girls.

Taty – Como ocorreu a sua mudança para o Japão? O que pesou na sua escolha?
Satoshi – Foi em um momento em que não estava pronto para sair do país. Afinal, eu vim para o Japão por volta dos 16 anos e na época havia acabado de terminar a oitava série... Portanto, o maior peso foi dar o passo à frente e me separar de onde nasci e vivi 16 anos e meio.

Taty – Como é morar em Kawasaki-shi? Comente sobre as vantagens e desvantagens.
Satoshi – Como sempre morei em cidade grande (e nunca no interior) não senti grandes diferenças, mas uma das vantagens é que para ir a locais como Akihabara ou Tokyo mesmo, levo um tempo bastante curto perto de quem mora em outras regiões. Como desvantagem eu poderia citar a falta de brasileiros (na minha faixa etária) por aqui.

Taty – Futuramente, pensa em voltar para o Brasil? Justifique sua resposta.
Satoshi – Um dia até penso em voltar de passagem, pois com a situação atual do Brasil nem em sonho volto a morar.

Taty – Como ocorreu o seu primeiro contato com o universo tokusatsu? Quantos anos tinha e de que forma isso influenciou na sua vida?
Satoshi – Assim como muitos dos anos 90, as séries da Rede Manchete. Mas, na época por ser um “tremendo pivete” nem dava bola para Tokusatsu. E só fui me adentrar de vez por volta dos 15 anos mais ou menos, quando tava pesquisando as “origens” de Power Rangers. Dali em diante tudo foi se aprofundando e até chegar atualmente.

Shinkenger
Taty – Das séries de Tokusatsu que você assistiu até hoje quais séries o marcaram mais? Explique o motivo da sua escolha (Cite pelo menos uma de cada franquia que tenha assistido).
Satoshi – Da franquia Ultraman eu fico com Tiga, pois foi o único que gostei e vi do começo ao fim. De Kamen Rider eu fico com W e Fourze, pois são as que mais me chamaram atenção. De Super Sentai fico com nada mais nada menos que Shinkenger, pois do século 20 ainda tem poucos que assisti. Dos Chou Shin Sei, Justiriser pelo enredo simples, mas bastante cativante.
E por aí vai...

Taty – O que chama a sua atenção em uma série (seja ela Kamen Rider ou Super Sentai)?
Satoshi – Primeiro o nome, em seguida o enredo (quando saí rápido), depois o visual e por último, a OST (Original Soundtrack – Trilha Sonora).

Taty – Você acredita que as séries precisam de reformulação? Comente.
Satoshi – Para Sentai, sim, pois ultimamente, mesmo trazendo coisas interessantes, como o próprio Ninninger está fazendo, tem ficado um pouco repetitivo. Rider por hora precisaria reformular seus filmes, pois estão absurdamente fracos. E Ultra nem menciono por não acompanhar.

Taty – Ultimamente, falam-se muito da audiência baixa das séries. O que você pensa disso?
Satoshi – Nem ligo na verdade... Como mencionei acima, tendo um enredo bom, não tenho do que reclamar. Mas ao mesmo tempo, é uma pena a “japonesada” não saber o quão bom “X” série pode ser e simplesmente ignorar.

Taty – Como é sua relação com as séries da franquia Power Rangers?
Satoshi – Assim como mencionei a algumas perguntas acima, eu acompanhei ela desde pivete desde MMPR (Mighty Morphin Power Rangers), tive os bonecos, cds... Só que agora, apesar de ainda gostar, as últimas séries (desde Megaforce) estão absurdamente ridículas.

Taty – Como você avalia a influencia da Toei na produção das séries da Saban?
Satoshi – Nunca cheguei a avaliar.

Taty – Você costuma compartilhar um pouco das suas vivências/experiências em eventos ligados ao universo tokusatsu e anime, nas redes sociais. Como surgiu a ideia de criar o Blog @niventure para centralizar essas “aventuras”?
Satoshi – No caso foi recriar a ideia, pois um tempo atrás, na época que cheguei ao Japão eu tentei fazer tal “projeto”, mas não chegou a dar muito certo. De 2012 pra cá tenho saído bem mais e um dos nossos colegas sugeriu-me abrir um blog para postar essas saídas que tenho feito. Recentemente mal tenho saído para esses eventos que merecem destaque por motivos maiores, mas nesse mês de abril tem post novo confirmado já.

Satoshi com as Kamen Rider Girls
Taty – De que forma você classifica a sua admiração pelas Kamen Rider Girls? E o que sente ao participar dos eventos ligados a essas garotas?
Satoshi – De zero a dez dou 9,5 devido ao fato de ter virado fã delas um pouquinho “tarde”. E os eventos delas são simplesmente os melhores que tenho ido, seja pra as ver cantarem, tirar foto, falar com elas, etc.

Taty – Deixe seu recado para os tokufãs que sonham em conhecer o Japão.
Satoshi – Os primeiros momentos podem ser difíceis de adaptar-se, mas uma vez que se acostuma dar até vontade de não voltar pro Brasil. Legal dar uns passeios por aqui e você ver um certo lugar e ter a sensação de “já vi esse lugar em alguma serie”. Sem mencionar que aqui grande parte dos lugares (grande parte mesmo) é tão tranquilo que não tem problema “se mostrar” em publico às vezes.

Taty – Bom, Satoshi, permita-me agradecer pela disponibilidade e pela parceria em ajudar-me com a moderação do Grupo Tatisatsu (no Facebook). Sucesso!

Satoshi – Sou eu quem agradece por permitir que eu participe desse grande caminho que você e todos construíram e que venha longos anos pela frente.

E para homenageá-lo não poderia escolher outra música a não ser * Saite *



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2 comentários:

  1. Entevistas da Tati estao cada vez mais batutas

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  2. Taty Hime Sensei parabéns por mais uma grande entrevista

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